segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

PROTOCOLO SANITÁRIO DE RETORNO ÀS ATIVIDADES ESCOLARES PRESENCIAIS

 

Atualização dos protocolos sanitários para a volta às aulas 2022

 As atualizações tão voláteis, mas de extrema necessidade, são muito necessárias sobre a pandemia da covid-19, a importância de estarmos atentos ao protocolos sanitários em todos os ambientes principalmente o escolar. A Secretaria de saúde reelaborou as orientações referentes à volta as aulas, incluindo com a vacinação das crianças de 05 a 11 anos.

De acordo com a BNCC, as crianças podem nas diversas experiências aprender nos cuidados e interações, através de brincadeiras vivenciadas no contexto familiar.  A criança e sua família podem se proteger, lavando as mãos com freqüência, utilizar o álcool em gel 70%, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, evitando a contaminação por COVID-19. O coronavírus pode ser transmitido de uma pessoa outra, por meio de: gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; aperto de mãos; objetos ou superfícies infectadas. As recomendações são para se manter o distanciamento social diminuindo os riscos de contaminação.

 

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DE UNIDADES EDUCACIONAIS

 Para os trabalhadores da Educação são elaborados protocolos visando a atenção em todos os ambientes da escola. No caso das creches, onde os profissionais da educação têm contato próximo com as crianças, pois precisam atendê-las durante as brincadeiras, na interação com demais colegas, no banho, ou mesmo na higiene pessoal, todas as orientações apresentadas para as escolas devem ser redobradas. O uso rotineiro de máscara deve ser feito apenas pelos profissionais, não sendo recomendado em crianças menores de dois anos. Nestes casos, a higienização das mãos dos profissionais e das crianças bem como a higienização dos brinquedos e dos espaços comuns deve ser feitas com maior rigor e frequência sempre após cada atividade e, minimamente, a cada duas horas.

• Completarem esquema de vacinação assim que elegíveis bem como reforço vacinal nos casos indicados;

• Utilizar máscaras e os demais equipamentos de proteção individual disponibilizados pela instituição;

• Orientar crianças e adolescentes sobre boas práticas de prevenção e sobre os riscos da transmissão da COVID-19;

 

Item 9.1

Trabalhadores da educação das unidades escolares que apresentarem sintomas gripais devem procurar atendimento médico e apresentar atestado médico com o número de dias de afastamento necessário. O atestado médico é necessário para requerimento de licença para tratamento de saúde – LTS, quando se tratar de trabalhador da educação estadual, este deverá solicitar por meio de chamado próprio através do http://www.rhresponde.mg.gov.br/Cliente

Trabalhadores da educação das unidades escolares que apresentarem resultado positivo em teste para diagnóstico de COVID-19 ou que apresentarem sintomas característicos de síndromes respiratórias ou que tiverem contato próximo com pessoa que testou positivo para COVID-19 não deverão comparecer ao ambiente escolar, devendo procurar atendimento médico presencial ou através de telemedicina o quanto antes, bem como comunicar a escola. Cabe as SEE e SME esclarecerem qual o processo necessários para justificar o requerimento de licença para tratamento de saúde.

 

MINAS COVID-19/2022 ATUALIZAÇÃO TÉCNICA AO PROTOCOLO DE INFECÇÃO HUMANA PELO SARS-COV-2 (COVID-19) e suas atualizações. Disponível em: https://coronavirus.saude.mg.gov.br.

Minas Gerais, 27 de janeiro de 2022.

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

COVID-19 E ESTRATÉGIAS GERAIS PARA PREVENIR E REDUZIR A TRANSMISSÃO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO 

O nível de transmissão da COVID-19 em Minas Gerais pode ser consultado através do website Coronavírus4 da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Independentemente do nível de transmissão da comunidade, é fundamental que as instituições de ensino usem estratégias de prevenção combinadas. Atualmente, este protocolo institui cinco estratégias reconhecidamente eficazes pela literatura científica, para a prevenção da COVID-19: A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais incentiva a adoção das 5 medidas supramencionadas, em todas as Escolas de Minas Gerais.

 1. Uso universal e correto de máscaras cobrindo boca e nariz.

2. Lavagem ou Higienização das mãos e etiqueta respiratória

3. Limpeza e manutenção frequente das instalações;

4. Rastreamento de contato em combinação com isolamento e quarentena

5. Vacinação da população elegível, em especial trabalhadores da educação e adolescentes e crianças entre 05 a 17 anos.

 

Referências:

https://coronavirus.saude.mg.gov.br/images/2022/27-01-PROTOCOLO_SANITARIO_27_01_2022.pdf

acesso em 07/02/2022

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O DESENHO GRÁFICO E AS GRAFIAS DO MUNDO PANDEMICO

É preciso olhar com sensibilidade para os sentimentos, desejos, medos e inseguranças de nossas crianças. Elas carecem de cuidado neste momento tão doloroso e difícil. A pandemia nos capturou, veio como um novo paradigma e rompeu com muitos padrões, inclusive, com a rotina das crianças. De fato, mudou por completo todas as áreas da vida das crianças. Portanto, se faz necessário a palavra e a escuta. Ao perguntar as crianças acerca dos aspectos que envolvem a pandemia, produz- se uma escuta qualificada. Proporciona a oportunidade de fala de cada uma de nossas crianças, considerando a subjetividade das mesmas. 

É papel dos pais e dos educadores promoverem espaços onde as crianças possam se expressar de forma lúdica, na linguagem própria da infância. Certamente, o desenho é um meio de expressão riquíssimo, que se revela por meio do grafismo e dos traços de cada sujeito em foco. Permitir que a criança desenhe o que pensa e sente, e em seguida, faça o relato oral do que desenhou, caminha em direção a escuta qualificada, dita anteriormente. Segundo o educador Rubem Alves, há uma diferença entre simplesmente ouvir o outro e escutar o outro. Escutar é atender a alma, é apoiar, é conectar. Uma escuta ouvinte pode ser uma habilidade essencial no enfrentamento da pandemia. É uma maneira de nos achegarmos ao mundo infantil e poder atendê-los conforme suas necessidades.

 A valorização e importância do desenho infantil são inegáveis. "O desenho infantil tem, não pelos seus resultados, mas por seu processo constitutivo, papel fundamental na compreensão e na análise crítica da sociedade por parte da criança". (Leite, 2005, p. 140). O desenho é um rico e adequado recurso metodológico, pois, conforme Leite (2005), a criança reproduz os seus sentimentos, o que faz nos seus espaços sociais com o outro e com ela mesma, o que sente ou o que sabe que existe, mesmo que não seja visível aos seus olhos ou aos olhos dos adultos. Mas, para o pesquisador, pode ser uma valiosa forma de compreensão da realidade do mundo da criança, pois o seu mundo é aquilo que ela pode dizer, relatar, é uma totalidade dos espaços, objetos e sentidos.

Veja a leitura dos desenhos


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Perspectiva pedagógica sobre a Educação Infantil Antes x Durante a pandemia.

 Meu nome é Giulia, sou professora de ballet há quase seis anos, leciono para crianças de 2 até 7 anos. Venho através desse, expressar uma comparação notável entre o comportamento das crianças antes e durante a pandemia. 


 Em primeiro lugar, nota-se que as crianças que não tinham nenhum contato com outras, e ainda não foram para a escola, apresentam um comportamento de êxtase e ansiedade, não conseguem concluir os exercícios, querem brincar com todos os brinquedos, ler todos os livros, dançar todas as danças, ao mesmo tempo. Devo enfatizar que o ballet é um esporte que requer maior concentração e tranquilidade para desenvolver a musicalidade e atenção, mas a diferença de comportamento é notável. Nem sempre essa ansiedade vem expressada como sinônimo de deslumbramento devido as aulas de dança, e sim como um medo. Pela primeira vez em seis anos, vi crianças pequenas com medo de realizar atividades lúdicas, medo de sair de perto dos pais, medos relacionados a sonoridade (seja pela música alta ou com brinquedos sonoros) e a pequenos desafios voltados para a idade dessas. Segundo a pedagogia Behaviorista, ao ensinar, o ideal é começar pelo mais básico, de modo que a criança não erre (para não gerar um reforço negativo), e gradativamente ir aumentando os estímulos. Como professora, e estudante de pedagogia, busco aplicar essa teoria na prática docente, entretanto, é perceptível um temor maior ao lidarem com um estímulo que não estão acostumadas. Em relação ao Covid-19, é possível notar que algumas não expressam temor, já outras, preocupam-se sempre aos cuidados como a máscara e o uso do álcool em gel. É imprescindível tais cuidados e atenções durante esse momento tão atípico, mas o que quero chamar-lhes a atenção é para a atmosfera do medo em que as crianças vivem durante todo esse período, e de como as informações a respeito da pandemia vão reverberar dentro delas.  


Pela primeira vez, também estive em situações nas quais observei oscilações de humor intensas, em um momento minha aluna, que fazia aula particular, estava extasiada de felicidade, em outro, estava com fadiga e desânimo, isso também foi um grande desafio para mim como professora. Em uma publicação feita pela Folha de São Paulo, em 19 de agosto de 2020, quase nove em cada dez pediatras dizem que as crianças apresentaram alterações de comportamento durante a pandemia de Covid-19. Oscilação de humor, ansiedade, irritabilidade, depressão, agitação, insônia, tristeza, agressividade, aumento de apetite, dentre outros. Dessa forma, mais do que nunca, nós que estudamos e pesquisamos sobre a educação, devemos nos atualizar, compartilhar informações e experiências a fim de reverter essa situação de isolamento e medo que os infantes e todos nós vivemos. 


Referências:

Pediatras alertam para mudanças de comportamento infantil na pandemia - 19/08/2020 - Equilíbrio e Saúde - Folha (uol.com.br)

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

 Alfabetização de crianças surdas em tempos de pandemia

agosto de 2021

As crianças tem necessidade de liberar energia e o contexto do isolamento trouxe vários desafios para a família e a escola. Em tempos pandemicos nos deparamos com dificuldades em muitas questões, principalmente nas escolares, sendo assim o professor tem a necessidade de buscar estratégias para que o ensino mesmo que remoto não prejudique o aluno.Na busca pelo conhecimento o docente tem um papel fundamental na trajetória  escolar do educando, sabemos da importância da formação continuada e na Educação Especial/Inclusiva é necessário que esta formação seja constantemente atualizada.  O inicio da vida escolar é muito importante para a criança, para a criança surda que é basicamente visual, pode ter seu desenvolvimento comprometido caso o educador não busque estratégias e possibilidades para que a mediação da proposta seja assimilada. A visualidade pode ser reconhecida com objetos simples e de fácil acesso, em casa e na escola podemos contribuir para o aprendizado de forma lúdica e simples.A conexão família e escola faz a diferença na vida da  criança surda. Neste momento delicado devido à questões que envolvem saúde, não podemos esquecer que além de necessário a criança tem direito à Educação. 

Convidamos a todos a assistir a live do CAS-BH. Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez

segue linkhttps://www.youtube.com/watch?v=


NTwo8cdNnLI

Como explicar as crianças sobre a pandemia?

Como explicar às crianças sobre o Coronavírus e a pandemia? Devemos poupá-las? Não falar nada ou explicar tudo? Muita gente me pergunta sobre isso e o que tenho respondido é que devemos tratar da mesma forma como explicamos sobre sexo. Difícil?

Uma dica é devolver a pergunta: “O que você acha?” ou “O que você ouviu sobre esse assunto?” “Onde ouviu falar sobre isso?” “Por que você está com essa dúvida?” Daí a criança responde e te dá um ponto de partida. Afinal, ela não está pronta para ouvir um tratado complexo sobre o assunto e muitas vezes nem quer ouvir tudo. O que ela quer é simplesmente respostas para suas dúvidas. Assim você calibra o tipo de explicações que vai dar.


As dúvidas são muitas, por isso precisamos nos aproximar do saber que as crianças têm para começar a responder. E não devemos ter medo de revelar que não sabemos de algumas respostas também. É importante explicar que os cientistas estão descobrindo coisas sobre a doença e o vírus no momento.

Tenho feito um apelo também aos adultos para nos mantermos mais prudentes em relação às informações que recebemos. Ficar o tempo todo atualizando listas de mortes no mundo, ou repassar informações o tempo todo pelos grupos de WhatsApp é perigoso para a saúde mental. 


Há evidências de que quem se expõe mais às notícias de tragédias e mortes tem mais risco de desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Por isso, escolha um ou dois horários para se informar e proteja sua mente para evitar a ansiedade.


Com os filhos esse filtro deve ser maior. Mas você não precisa mentir para eles. Apenas faça um filtro para o cérebro deles, que ainda é imaturo e menos desenvolvido, emocionalmente menos preparado. Precisamos fazer uma mediação. Dá trabalho, mas filtrar a informação é necessário nessa época. É importante ressaltar como o que consumimos de informação pode afetá-los também. Fazer esse gerenciamento de informações vai ajudar muito nessa quarentena.



domingo, 22 de agosto de 2021

A pandemia COVID-19 e os impactos na Educação Infantil

 

O impacto da COVID-19, trouxe muitos desafios para todos níveis de ensino, mas em especial para educação infantil, visto que crianças menores tem uma maior dificuldade em se adaptar as atividades a distância. O levantamento dos dados foi feito em 77 escolas da educação infantil da rede pública e privada do país com mais de 2070 crianças (FRAIDENRAICH,2021).

Um estudo divulgado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta os efeitos causados pela pandemia COVID-19 no desenvolvimento infantil, como déficits cognitivo e socioemocional (FRAIDENRAICH,2021).

Desta maneira, foram feitas pesquisas com pais, professores e diretores da pré-escola. Nesta pesquisa, constatou que muitas famílias não mantiveram nenhum contato com os docentes, neste momento de pandemia. Os professores, pontuaram que apenas 45% dos alunos participavam das atividades, mesmo sabendo que as famílias tinham acesso à internet e as crianças são de uma escola particular. A justificativa, para este fato seria a rotina familiar não estava compatível a rotina escolar e também o engajamento das crianças nas aulas não estavam satisfatório(FRAIDENRAICH,2021)..

Portanto, pode-se perceber que a pandemia COVID-19 impactou negativamente em vários aspectos no desenvolvimento infantil e  desta forma, ainda devemos pontuar, a importância da família no progresso escolar desta criança é fundamental para desenvolvimento.


Reportagem disponível na íntegra  :FRAIDENRAICH, Verônica.Canguru News.5 de abril 2021.Disponivel:<https://cangurunews.com.br/estudo-impacto-da-pandemia-educacao-infantil/>. Acesso em 20 de ago.2021


sábado, 21 de agosto de 2021

"Como ajudar crianças a lidar com o estresse durante a pandemia do COVID-19?"

Sabendo que o contexto pandêmico pode acarretar em diversos sentimentos causadores de estresse nas crianças, a Organização Pan-Americana de Saúde postou em seu canal no Youtube um vídeo, em inglês, chamado  "How to help children cope with stress during the COVID-19 pandemic?" - que em português seria ‘Como ajudar crianças a lidar com o estresse durante a pandemia do COVID-19?’. O vídeo postado ainda no início da pandemia, em 17 de junho de 2020, dura menos de dois minutos e apresenta cinco dicas para lidar com o estresse das crianças:


1) Brincar: sugerir às crianças brincadeiras e atividades que as ajudem a relaxar.


2) Vínculos: manter um relacionamento com as pessoas que moram com a criança e, se possível, manter contato com outros parentes via telefone, videochamada entre outros.


3) Rotina: tentar seguir uma rotina diária com a criança, criar uma rotina que a permita participar das atividades de casa e com outros horários para brincar e descansar.


4) Converse com elas: mostrar o que está acontecendo no mundo explicando como se prevenir do vírus.


5) Seja claro: usar palavras e frases que sejam de fácil entendimento de acordo com a idade da criança.


No fim do vídeo ainda são apresentados três conselhos mais gerais relacionados às crianças: escutar suas inquietações, apoiá-las e sempre tranquilizá-las.


Vale lembrar que, embora sejam dicas construtivas, segui-las na prática pode não ser tão fácil. Cada criança vive em um contexto social e familiar diferente. Estabelecer uma rotina, por exemplo, dependeria das atividades diárias que os pais da criança também devem fazer durante o dia. Por outro lado, uma dica importante na qual não há restrições contextuais é a de explicar para a criança um pouco sobre o período em que vivemos. É necessário que haja um diálogo simples com ela, não apenas durante a pandemia, mas em todos os momentos. Estimular um diálogo em que ela também seja capaz de se expressar é algo positivo para sua saúde mental.