O início da pandemia do Coronavírus, fez com que as pessoas pausassem suas rotinas para cuidarem de sua saúde, além do surgimento de muitas incertezas e medos. O “novo normal”, impôs para nós algo que é muito difícil visto que somos seres que necessitam de interação: o isolamento social. Por um bom tempo não houve o cafezinho na padaria, tomar sorvete no shopping ou os piqueniques nos parques. Providências que serviram para evitar que o vírus continue a circular afetaram diretamente a saúde mental de todos, mas e em relação as crianças? Nesse momento tão delicado qual o impacto da falta de acesso ao maior meio de socialização da Primeira Infância, a escola? E qual medidas devem ser tomadas e pensadas para contornar os problemas oriundos?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde: “Os problemas de saúde mental em crianças pequenas podem estar associados a resultados de desenvolvimento insatisfatórios, como discriminação, exclusão social, problemas de saúde física e estilos de vida pouco saudáveis.” O isolamento social alterou as rotinas dos alunos e levando as aulas a serem transmitidas por telas, fatores que desencadearam estresse e muitas vezes ansiedade. Jack P. Shonkoff, M.D., pediatra e professor de Saúde e Desenvolvimento Infantil em Harvard destaca que a saúde mental não pode ser separada do desenvolvimento cognitivo da linguagem e competência social. Visto que durante a Infância o momento mais efetivo de ter todas as áreas em desenvolvimento e progressão é durante a escolarização, é notório destacar que uma educação infantil de qualidade é capaz de conduzir a criança a um aprendizado inteiro.
Quando buscamos a solução vemos que o problema é social e originário de âmbitos diferentes, mas a Educação Infantil se torna um ponto chave de encontro para impedir problemas futuros. Na medida em que se desenvolve a noção de que o Jardim de Infância é importante, e necessita de planejamento para acompanhar as demandas não só das crianças, mas também dos professores que buscam se adequar ao atual momento. É preciso que esses planejamentos consistam em focar na estimulação da curiosidade, das habilidades motoras, e principalmente social. As questões emotivas devem ser colocadas em ênfase na medida em que os sentimentos devem ser trabalhos com a intervenção moderada. A realização das novas experiências que as tirem da zona de conforto, desenvolvendo o sistema nervoso central diminuindo efeitos nocivos a cognição na idade adulta.

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